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Início  » Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa » Arquivo de Iniciativas da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa » Novo edifício da Biblioteca Central e Arquivo Municipal de Lisboa » Historial
Historial

A 5 de Julho de 1931, com a maior dignidade, a Câmara Municipal de Lisboa acolhia as mais altas individualidades do Estado na cerimónia de inauguração da Biblioteca Municipal Central, que então foi instalada no Palácio Galveias ao Campo Pequeno, imóvel adquirido de propósito para o efeito, lugar onde ainda agora funciona apesar das muitas carências sentidas.

Neste mesmo Palácio, ocupando-o de acordo com um programa de funcionamento do espaço, seriam também instalados o Arquivo Municipal e o embrião do Museu da Cidade, opção estratégica e emblemática que visava assumir publicamente o diálogo entre memória, investigação, leitura e informação, juntando num mesmo edifício três valências documentais fundamentais para o conhecimento da Cidade.

A construção deste projecto concentrou esforços financeiros e a atenção do Município, condizendo a esse empenho a decisão governamental de outorga à Câmara Municipal de Lisboa do benefício da Lei de Depósito Legal, bem como a entrega, para enriquecimento da colecção bibliográfica dependente da Câmara, de fundos mal guardados pela Biblioteca Nacional e que, por esta via, podiam ser colocados à leitura.

O esforço dos primeiros anos foi no sentido de aumentar e de reforçar a colecção bibliográfica, quer por incorporação de doações, quer por aquisição de títulos, quer por entrada do Depósito Legal.

Deste modo, e num período de vinte anos, o espaço do Palácio Galveias foi parecendo cada vez mais exíguo para as funções que devia ter enquanto Biblioteca Municipal Central de Lisboa, levando a que os serviços reclamassem pela construção de uma nova Biblioteca Central, edifício que deveria ser pensado e construído de raiz, adaptado às novas realidades sociais e culturais da cidade, adaptado às novas regras de gestão documental, numa altura em que o próprio Estado mandava construir um novo edifício para a Biblioteca Nacional.

Vem de longa data, portanto, a intenção de construir uma nova Biblioteca para a Cidade de Lisboa.

Seguramente, desde meados dos Anos 50 do Século XX que, de uma forma ou de outra, a reflexão em torno desta urgência foi sendo tecida sem que não houvesse condições materiais, técnicas, nem oportunidade, nem intenção política de levar por diante um projecto que ainda não o era pois não chegava a ter corpo, nem passava de uma mera indicação dos serviços competentes da altura.

Por isso, o projecto de construção de uma nova Biblioteca Central para Lisboa assumiu o carácter de projecto peregrino que ia migrando de época em época ao sabor da mudança das equipas técnicas e dos Executivos, sem que alguma vez se tivesse chegado a um fim.

A título de exemplo, só na última década, a nova Biblioteca Municipal Central esteve para ser instalada e construída na Quinta Bensaúde às Laranjeiras, aproveitando-se o palacete e desenhando um “anexo de vidro” debruçado no jardim; esteve para ser construída de raiz na Praça de Espanha, nos terrenos dados ao antigo Teatro Aberto, dependendo da construção do novo edifício para albergar a Companhia de Teatro; esteve para surgir de uma adaptação engenhosa dos Antigos Armazéns Frigoríficos de Lisboa dependentes da extinta Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau, local para onde está projectada a construção do Museu do Oriente; já sem falar nas muitas hipóteses colocadas: Feira Popular, Parque Mayer, etc..

Data do anterior Executivo a contratação da actual equipa de arquitectura que se debruçou com precisão sobre o projecto e que foi capaz de desenhar duas propostas alternativas e corrigidas, destinadas a zonas distintas da cidade, servindo filosofias de gestão documental bem definidas.

É da autoria dessa equipa de arquitectos – Alberto Sousa Oliveira e António Aires Mateus – que surgiu o projecto de arquitectura cuja obra hoje tem início, marcando o final de um processo de intenções com mais de cinquenta anos, apontando a construção de uma Biblioteca e Arquivo para o Século XXI, que sirva Lisboa, a sua Área Metropolitana e o País, já que, como dissemos, as colecções à guarda do Município de Lisboa servem muito mais do que os objectivos da Leitura Pública, servem a Cultura, servem a identidade, documentam a História da Cidade.

Por tudo isto, a cerimónia de hoje reveste-se de uma solenidade indizível e que está para lá da mera assunção política que se queira marcar. Este projecto, mais do que todos os projectos, é uma obra para a cidade e para os próximos 50 anos. Este projecto, porque serve a Cultura naquilo que ela tem de mais autêntico e perene – a palavra escrita em todos os suportes – presta um enorme serviço em defesa da Língua Portuguesa, opção central numa sociedade que se queira evoluída, atenta às tendências da actualidade, pois só é possível construir pontes entre as várias culturas quando se domina a própria argamassa, a nossa Cultura.


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