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Início  » Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa » Arquivo de Iniciativas da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa » Novo edifício da Biblioteca Central e Arquivo Municipal de Lisboa » Texto da Exma. Sra. Vereadora da Cultura da CML
Texto da Exma. Sra. Vereadora da Cultura da CML

Uma Cidade dos Livros

O sonho de uma Biblioteca Municipal Central que ao mesmo tempo acolhesse o vasto espólio documental de que a cidade de Lisboa é detentora, tem vindo a ser acalentado há várias décadas. Por isso o gesto simbólico em torno do lançamento da  primeira pedra que marca o arranque da obra adquire o significado especial de ser um momento de charneira entre aqueles que no passado sonharam e anteviram a necessidade da realização deste projecto e aqueles que no futuro irão usufruir dele nas décadas vindouras.

A cidade de Lisboa é servida por uma rede de 18 bibliotecas sob tutela directa da Câmara Municipal de Lisboa, destas, 12 são generalistas, oferecendo os serviços clássicos de consulta e empréstimo domiciliário, e as restantes são especializadas. Contam-se entre estas últimas, a Hemeroteca Municipal, que em breve verá o seu novo pólo no espaço Record inaugurado, o Gabinete de Referência Cultural, vocacionado para pessoas com necessidades especiais, a Biblioteca-Museu República e Resistência, a Bedeteca, a Biblioteca Por Timor, e a actual Biblioteca Central instalada no histórico Palácio Galveias. O município acumula ainda o dever de recuperação e conservação da memória documental da cidade, tarefa da responsabilidade do Arquivo Municipal, que tem a seu cargo um vasto acervo documental e iconográfico, o segundo maior arquivo do país, logo a seguir aos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo.

A dispersão destes equipamentos municipais pela cidade e a necessidade de actualização dos serviços oferecidos aos munícipes impôs a necessidade de  se criar um dos projectos de investimento mais ambiciosos e significativos dos últimos anos em Lisboa na área da Cultura. Necessidade essa que nos anos 50 do século passado já era falada e que nas duas últimas décadas se tornava imperiosa. A criação da nova Biblioteca e Arquivo Municipal Central, de acordo com a visão dos Arquitectos Alberto Souza Oliveira e Manuel Aires Mateus, vem dar resposta a esta necessidade.

Este edifício inovador encontra-se integrado num vasto projecto de revitalização de  uma das áreas mais centrais e descuidadas da cidade, o Plano de Urbanização do Vale de Sto. António, dá à nova biblioteca um lugar de destaque enquanto pólo cultural da futura malha urbana que aí irá surgir, ao mesmo tempo que se valoriza uma relação estreita com o rio, cenário natural para o qual o projecto arquitectónico se orienta e tira partido.

Trata-se de um projecto emblemático da acção do Pelouro da Cultura para os próximos anos, quer pela complexidade do programa arquitectónico e funcional do edifício, quer pelo impacto que, futuramente, a gestão de um centro cultural desta índole terá no surgimento de novas dinâmicas e de novas centralidades.

Este será um espaço vocacionado para o acto de aprender e de reflectir, um lugar de referência que se pauta pela qualidade e pela estética do próprio edifício, um espaço onde a informação é partilhada e acessível a qualquer momento, um espaço de lazer, de memória, de interpretação e de investigação.
Estruturada em vários pisos, a nova Biblioteca Central e Arquivo Municipal organizar-se-á de acordo com um conceito de funcionalidade optimizada onde a economia dos espaços será das uma prioridade, garantindo-se condições de iluminação, circulação, especificidades técnicas e de enquadramento que definem o edifício enquanto acto representativo daquilo que o acesso à informação e ao conhecimento podem e devem ser num universo metropolitano como é o caso de Lisboa.

Haverá pisos distintos, destinados aos estudos da cidade de Lisboa (Olisipografia), à herança bibliográfica, à família, às tecnologias, ao saber, interligando serviços e colecções, permitindo atender o cidadão numa óptica de serviço público.

O novo edifício estará dotado de dois auditórios, salas de exposição, cafetaria/restaurante, centro de convenções, livraria e loja de merchandising, ponto de informação turístico e área dedicada ao multi-culturalismo.

Vamos construir um verdadeiro Fórum de Cidadania e de Cultura onde a memória e o passado surgem numa relação íntima e duradoura com uma promessa de futuro melhor e mais radioso.



Maria Manuel Pinto Barbosa

A Vereadora da Cultura


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