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Início  » Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa » Arquivo de Iniciativas da Rede Municipal de Bibliotecas de Lisboa » Novo edifício da Biblioteca Central e Arquivo Municipal de Lisboa » Texto da EPUL
Texto da EPUL

“Plano de Urbanização do Vale de Santo António” – Lisboa

Estudo Preliminar: memória descritiva


1. INTRODUÇÃO

A área de intervenção do “Plano de Urbanização do Vale de Santo António” tem uma superfície de cerca de 45 Ha e localiza-se numa zona central de Lisboa, entre a Penha de França, o Alto de S. João e o Rio. É constituída por dois vales encaixados que desaguam no Mar da Palha e que estão rodeados por tecidos urbanos consolidados alguns deles com uma formação anterior a 1850 (“Atlas da Carta Topográfica e Lisboa, sob a direcção de Filipe Folque: 1856-1858”, ed. C.M.L., Departamento de Património Cultural, Arquivo Municipal de Lisboa, cartas 14, 15, 21, 22, 29 e 30).

O edificado apresenta bolsas de degradação muito claras que necessitam de urgente requalificação.
A rede viária é estruturada pela Av. Mouzinho de Albuquerque que permite o acesso entre o Alto de S. João e a Marginal Fluvial. As restantes vias existentes na área plano, com excepção da Av. Coronel Eduardo Galhardo carecem, igualmente de uma reestruturação quer no que respeita ao seu perfil longitudinal quer transversal.

A área em estudo apresenta, ainda, vastas áreas desocupadas, o que constitui uma oportunidade importante para a conformação e valorização paisagística da proposta. A este nível salienta-se o vale localizado a Poente e a colina que domina a paisagem.

Em termos gerais, a área está bem servida de equipamentos.

2. OBJECTIVOS

Considera-se que os principais objectivos desta proposta são:

2.1 - Assegurar uma efectiva integração da Área em Estudo na sua envolvente, tendo uma especial atenção às características paisagísticas dos vales que se assumem como os grandes eixos compositivos, constituindo uma oportunidade única de requalificação ambiental.

2.2 - Contribuir para a criação de uma identidade própria da área, através da valorização das suas especificidades formais e da valorização dos grandes equipamentos existentes - Convento de Santos-o-Novo - e previstos - Biblioteca e Centro Cívico - cuja importância programática, simbólica e presença arquitectónica lhe conferem um enorme potencial de afirmação urbana, enquanto pólos dinamizadores, de atracção social e cultural e de captação de sinergias futuras para este sector da cidade.

2.3 - Entender a Rede Viária e o Sistema de Espaços Colectivos como elementos estruturadores e caracterizadores do tecido urbano.

2.4 - Garantir a viabilidade do Plano sob o ponto de vista urbanístico e economico-financeiro, através de uma abordagem realista e tecnicamente segura nas implicações orçamentais da proposta e na capacidade de penetração do mercado.

3. PROPOSTA

3.1 - Âncoras
A proposta de ordenamento urbanístico da área em estudo baseia-se essencialmente em duas âncoras.
 . Por um lado, os três edifícios que constituem factos urbanos relevantes:

a) O Convento de Santos-o-Novo, que cria o primeiro plano na panorâmica sobre o Mar da Palha;

b) Os dois edifícios projectados, Biblioteca e Centro Cívico, que, pelas suas características morfológicas, programáticas e localização, vão marcar indiscutivelmente a área.
. Por outro lado, as características topográficas essencialmente definidas pelos dois vales confluentes e pelo morro, cuja leitura se pretende manter.

3.2 - Estrutura Viária
Em termos viários a solução é estruturada pela Av. Mouzinho Albuquerque que será reperfilada por forma a adquirir um carácter essencialmente urbano. É nesta perspectiva que se preconiza um largo separador central verde, que evocará o vale e que, simultaneamente, permitirá as necessárias mudanças de sentido.

No cruzamento com a Av. do Coronel Eduardo Galhardo propõe-se uma rotunda bem dimensionada, dada a importância que esta via tende a  assumir  na rede viária urbana de Lisboa.

Na encosta Nascente apenas se propõe a racionalização da rede viária existente e a abertura de uma nova via que ligará a Av. Afonso III com o arruamento situado entre o Convento de Santos-o-Novo e a Escola Secundária Patrício Prazeres. A beneficiação da Rua paralela à Avenida Mouzinho de Albuquerque bem como a construção de um novo troço, entre este arruamento e a ligação à Avenida D. Afonso III permitirá reforçar a estrutura viária desta encosta e articular o Vale com a Colina do Alto de S. João.

Relativamente à encosta Poente que comunica com a Avenida Mouzinho de Albuquerque, através da Rua de Barão do Monte Pedral, propõe-se o prolongamento das duas vias existentes que, confluindo, atravessam o Vale em viaduto, ligando-se à Av. do General Roçadas, através de uma Alameda bem dimensionada que, através do prolongamento do Vale,  assinala a entrada Poente do Parque.

Uma nova via ligará a Av. General Roçadas à Rua Castelo Branco Saraiva, a beneficiar, que, por sua vez dá acesso à Av. Mouzinho de Albuquerque.
Estes arruamentos, juntamente com a via que estrutura a encosta Nascente constituem uma Circular que relaciona o Vale com as encostas.

No que diz respeito ao estacionamento público, prevê-se uma oferta significativa  a localizar ao longo dos arruamentos e em pequenos parques estrategicamente localizados. Um Posto de Abastecimento de Combustível será instalado na Av. Mouzinho de Albuquerque, sob um destes Parques de Estacionamento.

3.3 - Edificação
A área edificada total é de cerca de 400.000 m2, exceptuando os equipamentos.
Nas situações de proximidade com a cidade consolidada preconiza-se a construção de novos quarteirões abertos, aproveitando, sempre que possível, a malha viária existente.

Quando a edificação se relaciona directamente com áreas verdes procura-se o enriquecimento da articulação entre o construído e o parque.

Ao longo da Av. Mouzinho de Albuquerque propõe-se uma disposição dos edifícios que reforce o carácter urbano desta artéria.

3.4 - Equipamentos
Além dos equipamentos e concentrações de actividades já referidas (Biblioteca e Centro Cívico), propõe-se a instalação dos equipamentos desportivos definidos no programa.

Assim, reserva-se uma vasta área com acesso a partir da Rua Castelo Branco Saraiva para a instalação de um Campo de Grandes Jogos do Clube Operário de Futebol, um Pavilhão Gimno-Desportivo, bem como as Sedes do Clube Operário de Futebol e do Alto da Eira Atlético Clube, a localizar sob o campo atrás referido.

Propõe-se, ainda a localização de um Edifício Municipal que integrará o Departamento de Desporto e as Sedes das Federações e Associações Desportivas. Ainda neste quarteirão será possível reservar uma parcela para a instalação do Polidesportivo do Alto da Eira Atlético Clube.

Na Zona Verde que constitui o topo da colina e que se localiza a Norte do Centro Cívico propõe-se a instalação do Parque Desportivo Multigeracional.

Propõe-se, ainda que os limites do terreno na Escola Secundária Patrício Prazeres sejam revistos por forma a permitir a construção junto à Av. Mouzinho de Albuquerque e a possibilitar a edificação de um Polidesportivo para essa escola.

Propõe-se a edificação de um Equipamento a definir, que permita, através de meios mecânicos, a comunicação pedonal entre a cota do Alto de S. João e a cota da Av. Mouzinho de Albuquerque. Reservam-se terrenos para a instalação de Creches e Actividades de Tempos Livres, junto à Escola Secundária e nas proximidades da entrada Poente do Plano.

3.5 - Estrutura Verde
Como se disse anteriormente esta solução aposta na criação de Zonas Verdes adaptadas à topografia e que valorizem os edifícios de referência existentes e previstos. É nesta perspectiva que, entre a Biblioteca e o Centro Cívico e prolongando-se até à Avenida General Roçadas, se prevê um Parque Verde com uma área na ordem dos 4 Ha.

No topo da colina sobranceira ao Centro Cívico propõe-se uma área verde protegida e com uma panorâmica previligiada sobre o Rio Tejo cuja área rondará os 2 Ha.

No intuito de valorizar a presença do Convento de Santos-o-Novo, propõe-se também um conjunto de três zonas verdes cuja área totaliza sensivelmente os 9000m2.


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