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Os Ridículos

Desenho Humorístico e Censura (1933-1945)

Após a aprovação da nova Constituição, em 1933, assistiu-se de imediato à institucionalização da censura prévia à imprensa, sinal de que o controlo sobre a liberdade de expressão era parte integrante da arquitectura do novo regime político.

Os Ridículos, bissemanário humorístico, fundado por Cruz Moreira (Caracoles), em 1895, e dirigido nesta altura por Rebelo da Silva, foi um dos muito jornais publicados em Lisboa visados pela censura. Nas suas páginas, a crítica política e social e a sátira aos principais acontecimentos da época, temperadas com jocosos comentários, granjearam-lhe uma enorme popularidade. A par do Sempre Fixe, foi, sem dúvida, um dos mais importantes e duradouros títulos humorísticos editados em Portugal.

Esta exposição, inédita, recorre à valiosa colecção de provas de censura deste jornal, existente na Hemeroteca Municipal de Lisboa. No confronto das peças aqui apresentadas, descobrimos a “relação” tensa entre Estado Novo e Jornalismo Gráfico, entre censor, ilustrador e jornalista, plasmada nos cortes, na subversão das ideias, nos “recados”, na mutilação do desenho, na sua supressão, mas também na autocensura, no “politicamente correcto” ou nas subtilezas dos fazedores do jornal para ludibriar a acção do famoso lápis azul. E, com isso, revisitamos os temas “tóxicos” do Salazarismo, que poderiam “infectar” a segurança e o prestígio do regime.

A exposição está organizada em três núcleos temáticos - política nacional, internacional e Lisboa - contando com desenhos e caricaturas de “Alonso”, Silva Monteiro, Natalino, Pargana, Américo, Stuart e Colaço. O Poder da Imagem é temível. Tal como o Humor. Aqui recuperamos uma História que estava por contar. Ria agora sem o olhar vigilante da “D. Censura”…

Álvaro Costa de Matos (Hemeroteca Municipal de Lisboa)
Pedro Bebiano Braga (Museu Rafael Bordalo Pinheiro)

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