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Rota de Contadores nas Bibliotecas de Lisboa_2018


Este ano, voltamos  apresentar a Rota dos Contadores, já na 3ª edição.

É uma iniciativa da Rede de Bibliotecas de Lisboa que abrange 5 bibliotecas e 5 contadores.
2018 é o ano de apresentar os "novos contadores".

Valter Peres
traz histórias das ilhas (Terceira), Tâmara Bezerra encanta com as palavras do Brasil, Bruno Baptista e Bru Junça contam-nos histórias mais a sul e Matia Losego vai-nos levar até ao norte de Itália. Saibamos apreciar a viagem.

PROGRAMA_2018
às sextas

25 maio às 21h
Valter Peres
no Stand BLX - 88.ª Feira do Livro de Lisboa

Voz do Atlântico puro. O açoriano, presentemente com 48 anos começou aos 18 a contar histórias nas escolas do primeiro ciclo. A partir de 2003, no âmbito do Art&Manhas ? Encontro de Artes, organizou os primeiros serões de contos que foram feitos nas ilhas. Tem desenvolvido a sua ação de contador de histórias em bibliotecas e escolas da Região Autónoma dos Açores, atravessando por vezes o oceano para participar em festivais de narração oral. Do seu repertório fazem parte contos açorianos, mas também do mundo, sempre com um denominador comum, são histórias da tradição oral.

14 setembro às 19h
Tâmara Bezerra
Biblioteca da Penha de França

Especialista em Arte-Educação no Brasil, mestranda em Educação Intercultural pela Universidade de Lisboa, com investigação sobre contos da tradição oral. Há mais de 25 anos dedica-se à narração oral de contos, no Brasil, e há 05 anos atua também em Portugal e outros países.  Traça sua trajetória sob forte influência da poética dos contos tradicionais. Professora da Escola de Narradores do Ceará e dos cursos de pós graduação em Arte-Educação e Educação Infantil, da Educadora 7 de Setembro; também atua como pesquisadora de culturas de oralidade, e como formadora de narradores orais e mediadores de leitura. É membro do Grupo de estudos, pesquisas e partilhas com narrativas orais: Costureiras de Histórias. Além de títulos infantis, tem publicações nas áreas de ludicidade, contação de histórias e mediação de leitura.

12 outubro às 19h
Bruno Batista
Biblioteca de Belém

Bruno Batista é animador, contador, ator e formador. Licenciado em animação sociocultural, fez os seus estágios na área de animação do livro e da leitura. Como contador conta com 20 anos de percurso pelo país em festivais, escolas, bibliotecas e feiras do livro. Colabora com o projeto Nuvem Vitória contando para crianças hospitalizadas.  Colabora com o Teatro Experimental de Lagos com o qual desenvolve vários projetos de narração e teatro.

16 de novembro às 19h
Matia Losego
Biblioteca Orlando Ribeiro 

Matia Losego é  italiano, das Dolomiti,  montanhas dos Alpes, mas já está em Lisboa há algum tempo.
Acredita que tem contos nos bolsos e outros na barriga.
Os primeiros foram lá postos por ele, tira-os quando precisa deles ou quando muda de calças. Nos seus bolsos há contos de autores italianos e estrangeiros, contos de tradição roubados, contos escondidos.
Paga a dívida, com gosto e respeito, para com a tradição oral da sua terra contando as histórias que tem na barriga. Passa o testemunho e está sempre à procura do que ainda não encontrou. Gosta da ironia e do surrealismo, do cansaço depois da última palavra, de ouvir novas opiniões e, claro, novas histórias.

14 dezembro às 19h
Bru Junça
Biblioteca Camões

Foi em Évora que acordei para Vir ao Mundo.
Terra onde finquei raízes de afectos, 
Flori sonhos e Colhi o fruto, ora amargo ora doce,
do tamanho das vontades que ousei plantar.
É Baralhando Histórias, voltando a ouvir e a contar que
(me) vou contando.
Gosto de contar o tempo, de percebê-lo. Talvez, por isso,
goste de o conjugar verbalmente no gerúndio,
dando-lhe uma Ideia de infinitude, ainda que ilusória.
Na minha bagagem carrego livros, muitos livros, guardo canto que me é chão e até um Farol só Meu para não esquecer o norte do caminho.
Carrego medos grandes e pequenos e um grande espaço vazio.
Feito à Mão levo os livros de pano que nascem
das minhas memórias e de inúmeros retalhos de pano.
Com o Tempo descobri que Para Sempre é muito tempo
e que, mais cedo ou mais tarde, o Tranglomanglo virá bater-me à porta.
Depois apenas ficarei, para sempre, no Museu do Tempo daqueles que me
quiserem guardar na sua memória.
Eu Espero… enquanto vou contando.

Entrada livre.

[2018-05-25]
 

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