Gaivotas em Marvila
O Polo Cultural Gaivotas l Boavista e a Biblioteca de Marvila apresentam uma nova rubrica de programação intitulada Gaivotas em Marvila.
Com o objetivo de dar oportunidade a novos artistas e criadores que tenham passado pelas salas de ensaio do Polo, em fase de criação, e que não tenham ainda um espaço de apresentação em Lisboa, a Biblioteca de Marvila servirá de palco para a sua estreia na cidade.
Dias 2, 3 e 4 de novembro (apresentações de espetáculos) 2 Nov | 21h 3 Nov | 19h É Só Isto – pelo Colectivo Caroço M/12
Cinco sketches de Harold Pinter para cinco mulheres. Um aquário de massas. Um imaginário dissolvente a meter conversa. Os autocarros que são sempre um bom ponto de partida. As extravagantes combinações de memórias. O discurso afoito. Os interrogatórios, sempre os interrogatórios. Do zero ao nada, anda-se sem grande destino como se fosse para salvar a vida de alguém. Uma espécie de loucura a fazer-nos acontecer numa hora zero. As banalidades e os sentidos da vida: tudo farinha do mesmo saco. O desencontro e a solidão, pois. Num tempo a que chamaremos hoje, este é o lugar: um lugar do desamparo, da agressão, da míngua, das retóricas do poder, da fragilidade da pele. Neste lugar há diálogos como migalhas. Memórias que são fragmentos de um outro lugar que nunca se chega a tocar. Cinco mulheres, um grupo e um lugar descontínuo de memória. Um lugar incompleto num registo miniatural. As suas urgências. E é só isto.* Direção e encenação coletivas: Colectivo Caroço Com: Beatriz Castro, Catarina Palma, Helena Nascimento, Liliana Mauriz, Susana M. G. Silvério Colaboradores: Eduardo Batata, Marta Martins Vídeo e fotografia: Nuno Monteiro, Márcia Matos e Inês Cardoso (a classificar pela CCE)
3 Nov | 21h 4 Nov | 17h As Pessoas Falam Demais – pela Ás de Acaso M/14
Quatro atores. Um palco e uma plateia. Uma sala de teatro. Um espetáculo. Um espetáculo dentro do teatro. A marcação da área de representação como todos a conhecemos. O que é e o que não é. - Quem são as personagens? /O que trata a ação? – Todos representamos quando observamos os outros. Por exemplo, estás sentado numa plateia enquanto ouves as personagens; se exprimires em voz alta aquilo que sentes, falas demais. Todos nós falamos demais. Todos nós limitamos o nosso discurso às opiniões e ouvidos de quem nos está a ouvir. Todos nós. Nós as pessoas. Nós as personagens. Na verdade, as nossas palavras não representam o que pensamos, mas alimentam a vossa imaginação. É dela que sobrevivemos. Foi dela que nasceu o “eu”, os “outros” e a “vida”. Nós somos a vida. - E a vida? - Uma eterna sinopse de um pensamento. Como esta que me pediram para redigir. Não existem paredes nesta actuação. Os muros são criados por nós e as histórias são linhas de pensamento cruzadas, que pretendem que te identifiques com elas. Que vivas cada momento. Ora reflete, “tal como uma cabra que ao consumir uma planta venenosa acabará por morrer, também um de nos pode encontrar um assunto que nos tire esse bem precioso chamado vida. Pior, um assunto que nos tire vontade ou a razão de viver.” Poderás não querer reflectir.* Texto e encenação: Miguel Viana Assistência de encenação: Igor David Coreografia e produção: Ana Catarina Ribeiro Elenco: André Lopes, Carolina Justino, Diana Silveira, Marta Neto Luz: Filipa Romeu Fotografia: Ana Pereira Designer gráfico: Rodrigo Garrel Duração: 2 horas (aproximadamente) (m/14)
PREÇOS 8€ | Bilhete normal 4€ | Residentes em Marvila e Utentes da Biblioteca RESERVAS E INFORMAÇÕES: bib.marvila@cm-lisboa.pt
[2018-11-02]
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