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Biblioteca Humana

A Biblioteca Humana (Human Library), enquanto estratégia de inovação social tem como objetivo a promoção do diálogo, o respeito pelos direitos humanos e o combate ao estereótipo.

Numa Biblioteca Humana, as pessoas “tornam-se” livros que são “emprestados” para uma conversa. Neste sentido, os “livros” são pessoas que interagem com quem os lê num clima de mútua aprendizagem. Os protagonistas são livros humanos que partilham, frente a frente, a sua “história prévia” pontuada por episódios de estereótipo, preconceito e discriminação, com o objetivo claro de redefinição de relações interpessoais e de combate a comportamentos discriminatórios.

Para além de experiência de vida na temática em causa, os “livros” têm a capacidade de questionar os estereótipos acerca do grupo de pertença ou de outros grupos.

A Biblioteca Humana contribui para reforçar o lugar da Biblioteca como um equipamento cultural que permite acolher a comunidade e estabelecer fluxos de comunicação, por vezes imprevisíveis, entre pessoas sem vínculo prévio, promovendo em simultâneo um espaço de vivências de alteridade positivas assente no respeito e valorização da “história prévia” de cada pessoa.

Reconhecida em 2003 pelo Conselho da Europa pelo seu carácter inovador e com mais de 18 anos de existência em cerca de setenta países, a Biblioteca Humana consubstancia-se como um efetivo instrumento de transformação social e melhoria da qualidade de vida das pessoas envolvidas, assente num processo de aprendizagem cooperativo para “livros” e leitores.

A Biblioteca de Marvila recebeu o Prémio Acessibilidade Social 2018, da associação “Acesso Cultura”, com o projeto Biblioteca Humana. Este prémio visa distinguir entidades e projetos que se diferenciam pelas suas políticas exemplares e boas práticas na promoção da melhoria das condições de acesso aos espaços culturais e à oferta cultural. Considerada pelo júri que atribuiu este prémio “um poderoso instrumento de combate ao isolamento e à exclusão social”, que estimula “o diálogo e a aproximação”, e um “meio de formação e de crescimento pessoal”, através do qual se combate a iliteracia e se promove a participação da população, contribuindo para a igualdade de oportunidades numa zona de Lisboa particularmente desfavorecida.​