Tudo o que não se fixa
- exposição de pintura -
7 de Maio de 2026 18:30 a 30 de Maio de 2026 20:00
Entrada livreNesta exposição, José Brito propõe uma abordagem à pintura que se afasta da construção de imagens estáveis, trabalhando antes sobre a sua interrupção.
As obras apresentadas desenvolvem-se através de processos de sobreposição, apagamento e bloqueio, criando superfícies onde diferentes camadas coexistem sem se resolverem numa forma final.
O que emerge nestas pinturas não se fixa. As imagens surgem de forma fragmentária, muitas vezes já em processo de desaparecimento. Há momentos em que se insinuam formas próximas da figura, mas estas nunca se consolidam, permanecendo em tensão com as forças que as atravessam e desorganizam.
Este trabalho estabelece um diálogo com problemáticas contemporâneas em torno da imagem e da sua instabilidade.
A pintura é entendida como um campo de forças, onde o visível é constantemente posto em causa. Nesse sentido, a prática de José Brito aproxima-se de reflexões propostas por autores como Gilles Deleuze e Georges Didi-Huberman, nomeadamente no que diz respeito à ideia de imagem como processo e não como resultado fixo.
A exposição parte também de uma dimensão existencial: a forma como experienciamos o mundo de maneira fragmentária. Entre vida, morte, amor e perda, tendemos a fixar-nos em apenas alguns elementos, enquanto outros permanecem fora de alcance. As pinturas não procuram resolver essa condição, mas torná-la visível.
Num contexto marcado pela saturação de imagens e pela rapidez do olhar, “Tudo o que não se fixa” propõe uma experiência diferente: mais lenta, mais instável, mais aberta. Um espaço onde ver implica confrontar-se com aquilo que escapa e com a impossibilidade de apreender o todo.
Inauguração, 7 maio, 18h30.
Patente, no horário de funcionamento, de 8 a 30 maio, na Biblioteca de Alcântara – José Dias Coelho.
Entrada livre.
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